A gravidez na adolescência pode trazer sérias consequências, tanto físicas quanto emocionais. Muitas jovens deixam de estudar, enfrentam dificuldades financeiras e sofrem com a falta de apoio familiar. Além disso, o corpo da adolescente muitas vezes ainda não está totalmente preparado para a gestação, o que pode gerar complicações à saúde da mãe e do bebê. Esses casos, em grande parte, são resultado da falta de orientação sexual e de acesso a métodos contraceptivos, como a camisinha, a pílula anticoncepcional e o DIU.
Da mesma forma, as doenças sexualmente transmissíveis (hoje chamadas de ISTs) representam um grave problema de saúde pública. Doenças como HIV/AIDS, sífilis, gonorreia e HPV podem causar sequelas sérias e até levar à morte se não forem tratadas corretamente. O uso do preservativo em todas as relações sexuais, a realização de exames periódicos e a vacinação contra o HPV são medidas fundamentais para evitar o contágio e preservar a saúde.
Diante disso, a educação sexual nas escolas torna-se uma ferramenta essencial. Ela não incentiva a prática sexual, como alguns acreditam, mas informa e conscientiza os jovens sobre a importância do cuidado, do respeito e da responsabilidade nas relações. O diálogo aberto entre escola, família e comunidade é o caminho mais eficaz para reduzir os índices de gravidez precoce e de infecções sexualmente transmissíveis.
Em síntese, a prevenção depende da informação e do diálogo. Garantir que os adolescentes tenham acesso a uma educação sexual de qualidade é investir em uma sociedade mais consciente, saudável e responsável. Falar sobre sexualidade é, acima de tudo, proteger vidas e promover o futuro.
